Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views :
TUDO SOBRE O MUNDO DIGITAL

Cursos, concursos, artigos, informações, etc.

Home / Século XXX

Século XXX

img
século xxx

Desde rapaz ele trabalhava no invento. A sua vida era o invento. Agora velho, a vista fraca, o invento tão sonhado terminara.

A estranha máquina tinha a finalidade de prever, ou melhor, de afirmar com absoluta precisão, o dia da morte de qualquer pessoa.

Era fim de milênio e as guerras assombravam o mundo. Uma guerra pior que todas as anteriores estava por vir em breve – a 7ª. guerra mundial no planeta Terra.

O aparelho daquele senhor não previu, porém, que poucas pessoas desejam saber o dia da sua morte. Poucos, mas as exceções existem e logo o primeiro “maluco” chegou à casa do gênio ancião, após diversos anúncios dele nos jornais locais.

 Você morrerá no dia 14 de janeiro de 2996 (ano dois mil, novecentos e noventa e seis).

O rapaz que normalmente era calmo, estremeceu naquele momento.

 Daqui a dois anos? Não pode ser verdade… ainda sou muito novo…

Com o passar do tempo outros aventureiros lá chegaram, mas todas recebiam a mesma resposta da máquina:

 Você morrerá em 14 de janeiro de 2996.

Parecia piada. Ninguém mais acreditava na máquina do velho. Riam dele. Até que levaram um grande choque.

Chegou em sua modesta sala de consultas um homem que estava muito doente e o médico havia lhe dado apenas dois meses de vida. Mas a máquina discordou do médico:

 O senhor morrerá dentro de treze dias!

Para espanto geral, porém, treze dias depois o homem morreu.

A máquina acertou em cheio.

Nesse momento os olhos dos que desconfiavam do invento do velho se arregalaram.

E raciocinaram da seguinte forma:

Se todas as outras pessoas que consultaram, com exceção do doente, vão morrer no mesmo dia, só poderia ser numa grande guerra, a tão temida sétima guerra mundial.

Mas nada impediria aquelas pessoas de confirmarem todos juntos… Talvez fosse um pequeno equívoca da máquina… 

Mas eles ouviram exatamente o que não desejavam:

 Todos vocês morrerão no dia 14 de janeiro de 2996!

Atormentados eles resolveram elaborar um plano para tentar se safar da guerra. Juntaram todas as economias e fizeram uma viagem até o grande centro comercial e industrial da Terra, a grande potência mundial do século 30: o Brasil!

Gastaram mais de um ano enfrentando a burocracia necessária para parcelar em 60 meses uma viagem para Europa, a lua habitada de Júpiter (e pensar que há mil anos alguém falou no Brasil que pretendia acabar com a burocracia).

Faltavam alguns dias para o suposto dia fatídico. A viagem estava preparada e, simultaneamente, os primeiros lampejos de uma grande guerra mundial ameaçava o planeta.

As emissoras de rádio noticiavam em coro que as duas maiores potências do planeta (Brasil e… adivinhem a outra) buscavam países aliados para o irrefreável confronto.

Foi nesse clima feroz que os fugitivos da morte entraram no foguete. 

A viagem seguia tranquila e já era véspera do dia marcado pela máquina. Eles ligaram o rádio do foguete e ouviram a notícia “alvissareira” de que não iria mais haver a sétima guerra mundial.

Os países entraram em acordo e decidiram resolver tudo na Copa do Mundo de Futebol.

As pessoas estavam felizes e suspiros de alívio circunscreviam a órbita terrestre. Mas, e os rapazes que fugiam da guerra?

Bem, eles resolveram sintonizar com Europa, a lua de Júpiter para onde se dirigiam. E ouviram no rádio:

 Europa está em guerra e seus habitantes estão armados até as antenas…

O que fazer? A máquina teria acertado?

Sim, acertou, porque o foguete não tinha combustível para voltar à Terra e as rádios de Europa advertiam a todo momento que seriam bombardeadas quaisquer espaçonaves que se aproximassem de lá…

Este texto é protegido pela legislação dos direitos autorais. É proibida a reprodução total ou parcial sem constar o nome do autor: Sérgio Montiel Leal.

Veja também:

A Planta Sideral